Sentei-me no ônibus, eu estava tranqüila, indo para casa, quando vi o corpo... Eles não têm uma morte digna pensei ninguém percebe a presença deles? Ou melhor, a morte não é notada!O corpo clamou por vida minutos antes, até não agüentar mais, não havia ninguém que quisesse ajudar, então ali mesmo se findou.
Ninguém moveu uma asa para ajudar, só a própria borboleta, que lutou com bravura até o último suspiro, no entanto, alguns olharam com obediência aquela espécie se debatendo.
E quando enfim a morte chegou o corpo descansou... Ficou imóvel, lívido, enrijecido.
Percebi então que outras pessoas entraram no ônibus, e mais uma vez o corpo foi ignorado.
Quanto tempo ficaria ela ali naquele ônibus? Alguém iria movê-la? Ou iriam pisar nela até que seus pedaços fossem confundidos com o próprio piso do ônibus? Como se a visa não valesse...
A vida de um inseto é irrelevante mesmo... Quanto vale um inseto valente?
Eu lhes digo a natureza e criação de Deus não tem preço!
(Natasha Hartmann)
Um comentário:
Bonito filha, mais muito triste...
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